quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

veredas de dor


Saibam que da maldade
Sou mero executor
e a nesga de verdade
Pode ser uma vereda de dor

Não tenho escrúpulo.
A fé, que tenho comigo,
O destino que busco e trago
Por ele não soa nenhum Ângelo.

Meu deus, um bezerro de ouro?
Algumas pedras ou tabuas?
A escultura de feroz touro?
Ou turbantes e barbas?

Desde que meus crimes, perdoem,
abençoem  meus genocídios
me deem treze virgens,
escondam e ceguem,
todos esses meus homicídios

Tenho esse mandato.
Tomar suas terras.
Fazer todas guerras.
Matar suas crianças.
Roubar suas esperanças.
De quem sou joguete?
Não me importa.
Sei que  terei terras de mel e leite

2 comentários:

Ivanovitch Medina disse...

É um sonho, um mundo sem religião.

Wellington Lima disse...

Muito bom, parabéns! =D
http://wlquartoescuro.blogspot.com