sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

estancar


Como estancar o sangramento
e parar esse mau tormento,
que me oprime, sem alento,
e consome, de forma tao intensa,
como uma vil e cruel corrente,
não pelo o que é, mas o que pensa,
parece sorver um doce mel,
mas perdeste a lembrança,
e o que comes não passa de fel

Parecia sempre, um continuado,
o mesmo e imutável presente,
dessa dor insuportável e demente,
sem  me libertar para ver o passado,
e ao futuro, sem destino, um cego,
sem nenhum guia, ou cão amigo,
para que pudesse tatear o horizonte.


2 comentários:

jmsolano disse...

Outro belo texto! Seus textos são de uma extrema e linda simplicidade. Muito prazeiroso lê-los!!

Ivanovitch Medina disse...

Poesia é isso aí, natural.