quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Silêncio...

Mãe acalenta seu filho à morte em Sirte, Líbia



Não consigo escrever
Se fosse possível descrever
tamanha dor de uma mãe
não existiriam palavras

Não resisti

Pareceu surgir do nada
Tomou-me quase toda
Deixou-me toda úmida
Sem controle de mim
De repente, foi assim.
Tentei sair, fugir!
Me soltar, me livrar
Achar, um pouco de ar!
Não consegui resistir
Me verguei, encurvei
Aos meus soluções me entreguei
As lágrimas molhavam-me copiosas.
Rasgavam-me impiedosas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sai desse ressentimento!

Quando nada sai como o imaginado
Relaxe não fique angustiado

Não fique assim amuada
O que passou, remoendo
Largue essa dor viciada
Joga fora esse ressentimento

Dê uma nova chance
Não abafe os sentimentos
Quem sabe você vence
Esse presente ressentimento

Escute os sentidos, sinta
Não se feche, nem se esquive
curta o novo, se permita
a paixão que você vive.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

As trevas do Ocidente

Quando cai a noite, breu escuro
Quando nossa mão, vaga e tateia
Quando tudo é envolto, em negro puro
Quando não existe mais em que se creia

Nessa horas de desconsolo e agonia
Nesses tempos de tristeza e felonia
Meses de mortes, chacinas e vilania
dia a dia, bombas, tiros, corpos, tirania

Quando o homem vê sumir a chama
Pira que do alto, o horizonte ilumina
Sua pena, purga na própria terra, o desterro
Não entende qual sua culpa, que terrível erro!

Das chamas que lhe consome, como carvão
é de onde retira sua última força
Para uma sobrevivente e insana razão
Gritos de dor, urros de vingança!

...continua

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Poesia e Cerveja



O que eu queriam muito, muito mesmo.
Era cerveja, poesia e beijos.
Nem precisava ter todos nossos desejos.
Bastava vagar com você a esmo!


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um sonho

Dividir sem conhecer
Compartilhar o intangível
Apenas para satisfazer
Um sonho quase possível

sábado, 22 de outubro de 2011

Execração Pública

Execração Pública
Ritual macabro
Punição em dobro
Em vida a morte covarde
Após a morte o opróbrio

Meus algozes em altos berros divulgam
Violam e gargalham sob meu cadáver
Sob minha tumba festejam e dançam
Expões para todos seu vil caráter

Minha morte não será em vão
Esse meu corpo perfurado
Esse sangue escorrido
Muito e muitos inspirarão

Razão Férrea

Essa razão férrea me extermina
Sente-se senhora de mim
Pensa que a tudo domina
Mas, não é bem assim

Coitada como se engana
Seu rito, regra e mando
ela mesmo reproduz e germina
Mas aos poucos vou tudo minando